tua saliva tem espinhos
que me atravessam a pele salivante
te descasco em terras febris
com os pés em brasa sob um solo cinza
queimado pelo sol
retiro em camadas a casca grossa
para sugar o suculento profundo
quando me afundo
em tua carne latejante
como esponja
chupando todo teu ato líquido em movimento
me nutrindo e me encharcando
germinando no estômago
gota a gota
a doçura ejaculada
és um cacto suculento no meu ser.tão profundo
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