em cada dedo, tentáculos, percorrendo fugas sobre tua pele morna, aquecida. e com as pernas suspensas no ar, entrelaçamos o céu e o chão, no ritmo do vento. com as sombras que entram sem permissão pra anunciar partes do seu corpo que acarinho com fôlego, com violência e também com os sonhos. as nuvens tinham sabor e pareciam me tocar quando olhava pra cima, do azul ao vermelho, que borbulha por dentro. alguns sussurros me escapam aos ouvidos, só pra ecoarem e se dissiparem com os átomos que dançam no tempo, pra afastar a distância entre as mãos. ritmo, pulsa. ritmo, segura. ritmo, solta. aquele momento que precede a primeira gota a cair e começar a chover com os braços abertos, mas o coração permanece costurado entre os pulmões. pulsando forte, mas sem escapulir. e minhas mãos atadas ao redor da tua nuca, tecendo a prece dos corpos, como que pra continuar a aquecer o que está fervendo e então queimar-se. faz um tempo que só o teu beijo me aquece.
amor inventado, poeta mentiroso.
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