Meu corpo é uma ruína
Um equilibrista no fio da navalha, que corta, cortante, perfura e sangra
Meu corpo é uma desonra, foge da moralidade alheia
Um labirinto de ruelas com esgoto a céu aberto
Eu sou lama movediça
Vampira, sangue suga de sensações
Minha pobreza é carnal, perecível, eu apodreço em cores vivas
De pele fina e transmutável, tudo me perfura
Desmaio em beijos alados, em corpos sem vida
Meu corpo é uma janela entreaberta pro caos dos astros
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