A rua, uma ferida entreaberta
ouço o rangido dos dentes das almas nervosas
paro e absorvo o caos invisível
As ruas manchadas de sangue foram lavadas
balbucio com as mãos
palavras-tato
o asfalto queima no quengo
vejo pessoas se dissolvendo em suor
transpiram pra se lavar dessa agonia
que é ser sozinho com um monte de gente ao redor
Sou uma veia aberta
vazando na rua poesias estranguladas
vazando solidão
corrói o estômago essa fome de gente
Meu deus eu sou bicho!
saio cambaleando nas palavras sutis
de um cotidiano que me arregaça o peito
e arreganha minhas pernas pra foder com minhas entranhas
ah! Eu to vazando na rua!
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