segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Letters to J.

Não há vazio que precise ser preenchido, 
você entendeu isso,
nos espaços vazios ecoa minha coexistência, 
nele não há confrontos,
senão harmonia, uma infinitude que o tempo e o espaço não podem suprimir,
vagueio sendo múltipla.
Você me toca com sua sensibilidade quando ando desarmada,
nossos espelhos nos permitem ver a multiplicidade,
a sua e a minha.
E assim como você, o hoje é um tempo que é meu,
eu acredito na completude e nos esforços em construir espaços concretos
onde eu possa exercer meu sentimento e minha individualidade, 
isso você também entende, também a buscas,
 por isso saberemos que ir e vir tem um significado não de ausências,
mas de buscas interiores,
 que você pode tocar, ver, mas nunca ferir.
O desejo é que nos esbarremos sempre que possamos no cotidiano de nossas próprias forças!

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