segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Quando colido em direção aos teus beijos

Eu queria poder escrever em suor, saliva, sêmen e sangue todas as mentiras que você escreveu em meu corpo com o seu.
Queria poder secar aquele lençol que manchamos, secar as imagens, a textura e os beijos que jurei serem apaixonados.
Quantas mentiras há de ser inventadas com as pontas dos dedos?
Escritas nas costas, nas coxas, na nuca.
Por que as mentiras resistem ao calor?
A carne contrai, os corpos entram em negação e na cama fica apenas o amassado dos lençóis,
vestígios da colisão.

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