Derreto, escorre, vira rio,
com o riso viro mar.
Me tiras ao avesso, me desdobras,
me pega, me puxa,
me atiras ao labirinto dos lençóis mais macios que minha pele já sentiu,
que é quando tua pele toca a minha.
E aí começo a gotejar, me derramo,
me esparramo, transbordo,
até que você começa a navegar,
e aí eu rio por dentro,
meu corpo começa a gargalhar,
trêmulo, ele dança.
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