pra uma dor estéril
Cada vez que me tocas
adoeço em febre
um nervo se obstrui
E depois que adormece teu pênis já pálido dentro de mim
temo que me lavar não será suficiente
pra apagar teus vestígios
A olho nu
enxergo com microscópio
vejo todas as feridas
tenho um rombo no ego
O que sobrou de você
apodrece no ventre
é a tua mentira que meu corpo tanto deseja
É louco achar que sempre engravido de você?
É um feto lindo que aborto
que nunca existiu
Me sinto infectada
morando em sonhos dilacerantes
que me rasgam a pele
E por mais que eu me lave
que troque os lençóis
que lave a roupa que sujei
ainda estás lá
impregnado no quarto
Sempre voltas pra me manchar
pra me alimentar em doses homeopáticas com um amor dissimulado
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